Lista de substâncias e métodos proibidos

As substâncias proibidas dividem-se em cinco classes farmacológicas:

Estimulantes - como o próprio nome diz, são substâncias que estimulam, excitam o organismo, alterando o metabolismo. Entre os estimulantes destacam-se as anfetaminas, a cafeína, a cocaína e seus derivados como o crack, a efedrina, a estriquinina e a terbutalina. Assim, valores superiores a 500 ng/mL de salbutamol na urina, por exemplo, são passivos de punições. Algumas substâncias proibidas são permitidas em tratamentos específicos, como a adrenalina e o imidazol que podem ser usados como anestésicos locais.

Narcótico-analgésicos - são substâncias notoriamente narcóticas, ou seja, dopam quem delas se utiliza ou relaxam ou amortizam a dor. Entre essas substâncias, destacam-se: a morfina, a heroína, a hidrocodona entre outros compostos correlatos.

Agentes anabolizantes – esse grupo de substâncias divide-se em dois subgrupos: os esteróides anabolizantes androgenizantes como a testosterona e seus derivados, a bolasterona, a androstenediona, a noratandrolona, entre outros agentes. Caso o exame evidencie uma relação superior a 6 partes de testosterona para uma de epitestosterona, será considerado positivo. Contudo, um estudo endocrinológico deverá ser realizado para saber se o distúrbio é natural. O outro grupo dos agentes anabolizantes compreende os beta-2 agonistas , entre outros, destacam-se o fenoterol, o formoterol, o salbutamol e a terbutalina;

Diuréticos - a bumetanida, a espronolactona, a diclofenamida e o manitol que é proibido em injeções diretas na veia;

Hormonas peptídicas e substâncias análogas – Dentro deste grupo destacam-se sete subgrupos:

1 - a gonadotrofina coriônica humana (HCG), unicamente para o sexo masculino, eleva a produção de esteróides androgênicos, que aumentam a produção de hormônios masculinos, resultando, entre outras coisas, no aumento da massa muscular.

2 - as gonadotrofinas pituitárias e sintéticas (LH), também exclusiva para os homens, como o ciclofenil, o tamoxifene e o clomifene, que são vedadas por possuírem efeitos similares ao da HCG.

3 - os hormonas de crescimento (HGH), responsáveis pelo crescimento, cujos efeitos colaterais podem promover reacções alérgicas, diabetes e acromegalia.

4 – Insulina, hormona secretada pelo pâncreas, com importante função no metabolismo dos açúcares pelo organismo. Sua utilização aumenta a queima dos açúcares o combustível do corpo humano. Com isso, há maior produção energética, resultando em ganhos consideráveis no desempenho. Porém, o excesso de insulina queima rapidamente os açúcares e leva à hipoglicemia e à consequente falta de energia, fazendo com que o cérebro não tenha como comandar o organismo, induzindo-o ao coma ou desencadeando uma morte súbita.

5– Factor de crescimento tipo insulina (IGF-1) essencialmente pelas características similares às apresentadas para os subgrupos 3 e 4.

6 - Eritropoietina (EPO), hormona capaz de aumentar a produção de glóbulos vermelhos, o que eleva a capacidade de assimilação e transporte de oxigénio, aumentando assim o rendimento do atleta em actividades de média e longa duração. Seu uso já levou à morte muitos atletas, outros adquiriram problemas como trombose, coagulação do sangue na circulação, hipertensão arterial, convulsões e problemas renais.

7 - a corticotrofina (ACTH), que actua produzindo euforia.

Outras técnicas

Além do doping por ingestão de substâncias químicas, alguns métodos também são proibidos, como:

Manipulação física, química e farmacológica da urina - é vedado o uso de qualquer substância que possa deturpar qualquer amostra de urina, como os diuréticos, que estimulam a filtragem renal e a liberação excessiva de urina, eliminando vestígios de substâncias ilegais.

Administração de transportadores artificiais de oxigénio e substitutos de plasma. Esse tipo de procedimento visa aumentar o desempenho do atleta com substâncias que agem fornecendo doses maiores de comburente para aumentar a explosão física.

Transfusão de sangue. Como no uso de substâncias que aumentam a assimilação de oxigénio, a inserção de mais glóbulos vermelhos faz com que a queima dos combustíveis energéticos se acentue, aumentando a explosão física. Por outro lado, tais procedimentos podem levar a reacções alérgicas, sobrecarga de circulação e choque metabólico.

Existem também substâncias sujeitas a restrições específicas:
Álcool. Por se tratar de uma droga lícita, a restrição depende muito da faixa etária, porém, a restrição ao uso pode ser feita pelas federações, estabelecendo punições.

Maconha. A proibição é veemente. Qualquer presença dos seus metabólicos na urina é passiva de punições. Urina com concentração superior a 15 ng/mL (o equivalente ao assimilado por bem menos que uma engolida), requer sanções.

Anestésicos locais. A não ser a cocaína, são permitidos anestésicos injectáveis como lidocaína, procaína, adrenalina entre outros. Porém, a liberação só é permitida com a emissão de uma receita médica especificando dosagem e os motivos da recomendação.

Glicorticóides. São hormonais que agem em situações de stress, bloqueiam processos inflamatórios e inibem o crescimento. Não há restrição a aplicações tópicas, injecções locais e terapias inalatórias, contanto que notificadas previamente

Beta-bloqueadores. Substâncias cujo mecanismo de acção ainda não é bem conhecido. Entre seus efeitos destaca-se a redução na liberação de noradrenalina por bloqueio. Um dos efeitos verificados a partir do uso dessas substâncias está associado à diminuição do consumo de oxigénio graças à redução da frequência cardíaca. Por sua acção, é recomendado para tratamentos cardíacos, entre eles o pós-enfarte e na prevenção de enxaquecas.

As listas de substâncias e técnicas proibidas ou restritas sofrem alterações de ano em ano, uma vez que novos estudos ou produtos apontam para novas restrições ou liberações.

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